quarta-feira, 27 de abril de 2011

Imagens Rejuvenescidas Pela Tecnologia - A Plástica Televisiva

Você assistiu aquela novela na Globo e ficou se pensando: "como essa atriz está com uma pele lisinha... Hum.. acho que ela vive fazendo plástica, e até que essa deu certo hein!". Pois bem caro leitor, não sei afirmar ao certo se tal atriz fez mesmo uma plástica mas o que posso te falar é que sim a imagem delas são plastificadas!
Isso graças a um tratamento na imagem do vídeo no qual é usado um programa holandês chamado Baselight que foi comprado pela emissora em uma feira de tecnologias em Las Vegas.
A novela Sinha Moça foi a primeira produção a utilizar o programa para o tratamento de suas imagens focada no efeito de imagem de cinema, e o resultado foi aprovado. Com o uso do software a imagem fica muito mais bonita e favorece aos atores, a Globo, porém, diz que o Baselight não é um programa de rejuvenescimento e sim um método para corrigir pequenos defeitos de gravação, valorizar cores e detalhes ou minimizar marcas e manchas na pele. Em Páginas da Vida, novela de Manoel Carlos o Baselight foi utilizado tanto para o beneficio das atrizes mais digamos "senhoras" quanto para a limpeza das imagens captadas na Africa do Sul pela câmera digital do diretor Jayme Monjardime e a uniformização com as gravadas em câmeras de alta definição.
Nessa novela a protagonista Helena, a heroína interpretada por Regina Duarte, tem entre 45 e 50 anos, enquanto a atriz Regina Duarte tinha 59 anos. Era algo que a simples maquiagem não poderia ter resolvido.
Para remoçar a atriz, o Baselight cria uma espécie de "máscara" virtual a partir de seu rosto, com imperfeições corrigidas. O operador do computador, então, escolhe pontos de "tracking" ("seguindo a pista", em tradução literal), que podem ser, por exemplo, os olhos.
É como se ele desse a ordem: "os olhos da máscara devem perseguir os da atriz". Assim, a "máscara" digital se move de acordo com os movimentos do rosto da personagem em cena.
O uso do Baselight para melhorar a aparência das heroínas pode ser comparado ao que o software Photoshop faz nas fotografias, de acordo com Marcelo Siqueira, diretor de efeitos especiais da Casablanca, a maior empresa de finalização de filmes do país. 
Ele lembra que a ferramenta terá de ser aperfeiçoada com a mudança para a TV digital. "A nitidez será maior do que a dos aparelhos atuais, e os truques de hoje seriam notados pelo público."
O interessante é que os elementos da cena podem ser trabalhados separadamente. Não é um filtro ao qual a cena é submetida por completo. Uma atriz pode ter a pele rejuvenescida enquanto o ator que contracena com ela permanece com seu rosto "original". 
 Na novela A Favorita também fez-se o uso do Baseligth , o diretor Ricardo Waddington optou por usar o software, já experimentado em "Páginas da Vida" e "Sinhá Moça". "Estou dando uma pequena textura em toda a imagem, e não só no rosto", diz.
"Fiz várias experiências antes de gravar. Concluí que o melhor era tirar a maquiagem pesada, usá-la apenas de forma corretiva. Senão, os atores ficariam mumificados", conta o diretor.





Fontes: Folha de São Paulo e Istoé Gente

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Confira os Bastidores da Gravação do Depoimento de José Dirceu para a novela Amor e Revolução

O depoimento de José Dirceu foi ao ar no final da exibição de mais um capítulo da novela Amor e Revolução nesta quarta-feira dia 20 de abril.
Neste primeiro depoimento o ex-ministro contou que foi um líder estudantil bastante perseguido pela ditadura,foi preso e perdeu vários companheiros.
Nas fotos dos bastidores da gravação podemos observar o posicionamento da câmera, direção, espaço cenográfico e a utilização do chroma key.


Foto: Lourival Ribeiro/SBT




Diretor Reynaldo Boury e José Dirceu | Foto: Lourival Ribeiro/SBT

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Espaço Do Cenário Na Imagem Televisiva

A televisão em sua natureza, é composta por inúmeras linguagens: (apresentações musicais, dramaturgia, esporte, jornalismo). Cada um desses eventos audiovisuais se apresenta de uma forma única e faz uso de certos recursos cenográficos, determinados em função da especificidade do gênero. As diferentes tipologias cenográficas orientam determinadas configurações espaciais.
É dada a denominação de topologia quando houver referência unicamente ao espaço físico, ao local de encenação. Quando se trata de diversos aspectos o termo utilizado é tipologia.

Orza indica três possíveis tipos de espaço de representação na televisão em que se podem observar as relações estabelecidas entre distintas tipologias e determinadas topologias:

O cenário no Espaço / Tempo

(1) Discurso Referencial / Espaços Reais; (2) Discurso Ficcional / Espaços Reais Representados; (3) Discurso de Hibridação / Espaços Fingidos. No primeiro grupo aparecem os programas de telejornalismo que apresentam alto grau de concordância com o campo de referência externo. No segundo grupo aprecem os programas de ficção, onde predomina o campo de referência interno. Já no último grupo estão os programas que ficam no limite da realidade e da ficção.

Segundo Orza, não é possível afirmar que determinado programa esteja limitado a certa topologia, acreditar nisso seria eliminar a possibilidade de inovações na televisão. Orza auxilia ao indicar uma forma de categorização dos diferentes tipo de de representações cenográficas que são encontrados na televisão.

  1. Espaços Naturais: locações, que podem ser externas - ruas, praias, praças etc. - ou não – repartições públicas, salões de museus, teatros etc. Estão contidos também nesse grupo os ambientes da natureza ou as edificações feitas pelo homem, espaços que possuem função própria independentemente da gravação do programa ou da captação das imagens, ou sejam não foram construídos com essa finalidade e podem ser usados como cenários nas novelas, telejornais etc.

    Gravações para a novela TI- TI -TI em praia  carioca


  2. Espaços Naturais Representados: Cenários construídos, cenários virtuais, que podem estar em estúdios, em cidades cenográficas. Utilizam sempre como modelo os espaços naturais,contudo apesar de serem na maior parte das vezes cópias fiéis desses espaços, servem somente à encenação. Predominam nas telenovelas e de certa forma em toda teledramaturgia e também em programas humorísticos entre outros.
  1. Espaços Imaginários: ambientes fantasiosos, que não utilizam como referência espaços naturais. Estão presentes em programas de auditório, infantis, telejornais etc.

O cenário como fundo

O cenário deve ser pensado como um elemento cujo principal objetivo é valorizar os gestos, movimentos e a fala do ator, apresentador, jornalista, animador etc. Deve portanto na maioria das vezes assumir o papel de fundo da cena. A imagem televisual, como representação bidimensional apresenta-se na sua forma mais elementar, pela relação figura – fundo. Nessa relação o cenário ocupará na maioria das vezes, a posição de fundo. A figura por sua vez, representada como uma pessoa – ator, apresentador, convidado, entrevistado, entrevistador etc. -,como animais, objetos ou,
até mesmo, partes do cenário. Cabe ao cenário como fundo, valorizar a figura, fazer com que o telespectador consiga segregar as partes da imagem e fixar a vista em um único ponto.

Os elementos de configuração do cenário

Os palcos dos programas de auditórios – mesmo os instalados em estúdio – possuem topologias muito próximas às dos palcos teatrais. Nesse tipo de espaço cênico é importante que a cenografia considere o ponto de vista da platéia que assiste ao programa ao vivo, e não só a do público que está em casa em frente a televisão – basta dizer que theatron, termo grego que dá origem ao nome teatro,significa lugar de onde se vê.


Cenário do Programa Caldeirão do Huck

Ainda que muitos programas sejam produzidos em palcos com topologia teatral, os ambientes cenográficos televisivos localizam-se predominantemente em estúdios e cidades cenográficas.
O desmonte do cenário acontece em grande parte, logo depois da apresentação ou gravação e os estúdios quase sempre são utilizados como espaço para mais de um programa televisivo.

A tela videográfica

Muitos acreditam que a imagem televisiva está capacitada apenas para aceitar pouca quantidade de informação, por ser composta simplesmente por pontos-luz (pixels), vermelhos, verdes e azuis que se distribuem na tela compondo o quadro videográfico, mas algumas experiências feitas nos últimos anos têm colocado em dúvida certas crenças como a limitação no uso de determinadas texturas, materiais e padrões de tecido,em especial listras e xadrezes, assim como o uso de cores em especial o vermelho e tons saturados.
Os novos processos de captação, transmissão e recepção da imagem, entre os quais se incluem o sistema digital e as telas de alta resolução trouxeram para nossa tela as texturas extremamente detalhadas dos salões da aristocracia portuguesa, as cores saturadas e contrastantes da residência de Rui e Vani e as listras, flores e os xadrezes das roupas de Agostinho (A Grande Família).
 
Cena de A Grande Família (Agostinho e seus visuais nada discreto)



segunda-feira, 4 de abril de 2011

O que é Cenografia ?

Cenografia é a arte, técnica e ciência de projetar e executar a instalação de cenários para espetáculos.Criar e projetar um cenário significa fazer cenografia.  O termo cenografia em grego, skenographie é composto de skené: cena, e graphein: escrever, desenhar, pintar , colorir, servia para designar certos embelezamentos da cena.
No latim: scenographia, era usada na arquitetura provavelmente para definir no desenho uma noção de profundidade, já no Renascimento o termo cenografia passou a ser usado para designar os traços em perspectiva do cenário teatral.
Muitos profissionais estão envolvidos nas atividades de cenografia dentre eles podemos citar: cenógrafo, cenógrafo assistente, cenotécnico, contra-regra, pintor, maquinista, forrador, estofador aderecista, pintor de arte e marceneiro.